15 October 2009

ATO XXV (O dia X,Y,Z que comecei a me amar...)


Eu tinha desejos violentos, pequenas gulas, urgências perigosas, ódios virulentos, nervosismos insaciáveis, consumismos ao extremo. Ouvia canções lamentosas, bebia pra despertar fantasmas distraídos, fumava muito, relia ou escrevia cartas apaixonadas, transbordantes de rosas com espinhos e abismos...

De lá para cá... Tudo mudou...

"Ele veio de repente e reascendeu, uma chama que em mim havia se apagado.
Veio uma vontade de me oferecer, deixa eu ser sua namorada?
Respondeu-me com um sorriso dizendo que sim...
Parece brincadeira, mas hoje estou apaixonada.
Ele me fez uma promessa, uma jura de amor!! Que quando um brigar o outro pedirá para fazer as pazes... (evocar a palavra mágica)...
Estou gostando dele...
Sem ele não posso mais ficar...
Agora ele é o dono do meu coração.
Hoje ele faz parte da minha canção, faz parte da minha vida, dos meus dias...
Sem ele eu não posso mais ficar..."

ATO XXIV (Desejos...)


Desejo a você...
Encontrar um amor
Um amor verdadeiro
Um fruto do mato
Cheiro de grama molhada
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Vinho com seu amor
Sonetos de Pablo Neruda
Viver cercado de amigos
Filmes antigos na TV
Assistir DVD's
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira feito pela avó no sítio
Ouvir uma palavra amável
Canja de galinha
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de um resfriado
Escrever um poema de Amor
Enviar cartas de amor
Que nunca será rasgada
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira, chuveiro ou banheira
Pegar um bronzeado legal
Ligar e para dar um simples bom dia ao teu amor
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol no Parque da Redenção
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Um bom livro
Música alta
Recordar momentos
Viver novamente estes momentos
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Cantar para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Champagne acompanhado
Bolero de Ravel
E muito carinho meu...

(Texto adaptado de Carlos Drumond de Andrade)

7 October 2009

ATO XXIII (O amor maduro...)


O amor maduro não tem idade e não mede a intensidade...
Ele é silencioso. Não é menor e nem maior na extensão. É mais definido, concreto, colorido e poetizado. Não precisa de demonstrações, pois presenteia com a verdade do sentimento.

Não precisa de presenças exigidas, pois amplia-se com as ausências significantes.

O amor maduro quer viver a felicidade, e os problemas são as formas trabalhosas de construir o bem e o prazer para dois. Problemas de infelicidade não interessam ao amor maduro, na verdade eles não existem!! O amor maduro cresce na verdade e se esconde a cada auto-ilusão...

Contenta-se com o pouco, com a simplicidade!! Não precisa nem quer nada do muito... Está relacionado com a vida e a sua incompletude, por isso é pleno em cada momento, e a vida por ele é transformada em paraíso.

É feito de compreensão, carinho, saudade, música e mistério. É a forma sublime de ser adulto e a forma adulta de ser a sublime criança. O amor maduro não disputa, não cobra, e pouco pergunta, pouco questiona... Teme, sim. Porém, não faz do temor, argumento. Basta-se com a própria existência. Alimenta-se do instante presente, valorizado cada minuto compartilhado.

O amor maduro é a regeneração de cada erro, é a chance de viver o novo ao lado de um outro alguém!! Ele é filho da capacidade de crer e continuar, é o sentimento que se manteve mais forte depois de todas as ameaças, guerras ou inundações existenciais com epidemias de ciúme que todos nos algum dia já vivemos... O amor maduro é a valorização do melhor do outro, é a relação com a parte salva de cada pessoa... São trocas de experiências, é o momento certo para começar a viver!!

Ele vive do que não morreu mesmo tendo ficado para depois. Vive do que fermentou criando dimensões novas para sentimentos antigos, são jardins abandonados e cheio de sementes, é um jardim que necessita apenas ser regado com muito amor maduro. E esse, não pede, ele tem. Ele não reivindica, consegue. Ele não persegue, simplesmente recebe. Não gosta de exigir, apenas dá. Porque perguntaria, se ele adivinha. O amor maduro, existe, para fazer feliz. E esse somente teme o que cansa, machuca ou desgasta.

Desejo a todos um amor verdadeiramente maduro...!!!

(Texto adaptado de Artur da Távola)

6 October 2009

ATO XXII (Conhece-te a ti mesmo...)


Um açougueiro estava em sua loja e ficou surpreso quando um cachorro entrou. Ele espantou o cachorro, mas logo o cãozinho voltou. Novamente ele tentou espantá-lo, foi quando viu que o animal trazia um bilhete na boca... Ele pegou o bilhete e leu: -Pode me mandar 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor.

Ele olhou e viu que dentro da boca do cachorro havia uma nota de 50 Reais. Então ele pegou o dinheiro, separou as salsichas e a perna de carneiro, colocou numa embalagem plástica, junto com o troco, e pôs na boca do cachorro.

O açougueiro ficou impressionado e como já era mesmo hora de fechar o açougue, eledecidiu seguir o animal. O cachorro desceu a rua, quando chegou ao cruzamento deixou a bolsa no chão, pulou e apertou o botão para fechar o sinal. Esperou pacientemente com o saco na boca até que o sinal fechasse e ele pudesse atravessar a rua. O açougueiro e o cão foram caminhando pela rua, até que o cão parou em uma casa e pôs as compras na calçada. Então, voltou um pouco, correu e se atirou contra a porta. Tornou a fazer isso. Ninguém respondeu na casa. Então, o cachorro circundou a casa, pulou um muro baixo, foi até a janela e começou a bater com a cabeça no vidro várias vezes. Depois disso, caminhou de volta para a porta, e foi quando alguém abriu a porta e começou a bater no cachorro.

O açougueiro correu até esta pessoa e o impediu, dizendo: -Por Deus do céu,o que você está fazendo? O seu cão é um gênio!

A pessoa respondeu: -Um gênio? Esta já é a segunda vez esta semana que este estúpido ESQUECE a chave!!!


MORAL DA HISTÓRIA:
Você pode continuar excedendo às expectativas, mas para os olhos de alguns, você estará sempre abaixo do esperado. Qualquer um pode suportar a adversidade, mas se quiser testar o caráter de alguém, dê-lhe o poder. Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se: Amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic... Quem conhece os outros é inteligente. Quem conhece a si mesmo é iluminado. Quem vence os outros é forte. Quem vence a si mesmo é invencível!!’

ATO XXI (Você sempre volta...)


Para todos os que batem na mesma porta... E para todos que abrem essa porta...

Solidão a dois de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz "já foi" e eu concordo contigo
Você sai de perto eu penso em suicídio
Mas no fundo eu nem ligo
Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba
Um flit paralisante qualquer
Pra poder me livrar
Do prático efeito
Das tuas frases feitas
Das tuas noites perfeitas


Solidão a dois de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz "já foi" e eu concordo contigo
Você sai de perto eu penso em homicídio
Mas no fundo eu nem ligo
Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba
Um flit paralisante qualquer
Pra poder te negar
Bem no último instante
Meu mundo que você não vê

Eu queria ter uma bomba
(Barão Vermelho)

ATO XX (My heart is my own obstacle...)


Não é tudo verdade, também não é tudo mentira, mas também não é tudo ficção, é apenas a minha arte. A partir do momento em que as coisas estão escritas já não importa mais se aconteceram; São apenas histórias que devem ser lidas ou não, e isso fica a critério de cada um... Que culpa tenho, eu?? Nasci anormalmente, e tenho um organismo cruelmente e friamente delicado.