23 November 2009

ATO XLVI (Eu, uma camioneira solitária...)

"Bebo para esquecer, só não lembro do que!"
(Frase de Camioneiro)

Estava eu ali, naquela hora, bêbada, e pronto... Pensando em tudo o que vivi. Foram apenas orgasmos sem amor, beijos sem paixão... Coisa de caminhoneiro solitário, na estrada há quinze dias, longe de seu amor e dos filhinhos. Na hora da justificativa, somos todos caminhoneiros (as). Por que pensei nisso agora? Foda-se!! Eu acho tudo muito engraçado. Depois de ter vivido isso tudo, cheguei a me sentir culpada. Afinal, eu não tinha nada a ver com a tua vida. E o que se passa na tua cabeça, não me diz respeito, se tu estavas sentindo ou não prazer, e se depois ficaria se sentindo bem ou um merda... Eu não sei!! A minha decepção dura o mesmo tempo que o amor, talvez até menos!! Naquela última noite, agi muito mais por agressividade natural de mulher, uma vontade de meter as mãos pelos pés e... Bom deixa pra lá!! Esquece...

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